domingo, 25 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
O infeliz adoece e telefona para marcar uma consulta. O “convênio” (eufemismo para plano de saúde) só é atendido duas vezes por semana, e nas próximas oito não há horários. Temendo morrer antes de ser atendido, o desvalido aceita.
Quando chega o dia, já não percebe qualquer sintoma. Vai porque marcou e, afinal, pode ser alguma doença indolor. Mandam esperar. Há uns trezentos e vinte doentes espremidos na salinha, olhos vazios à televisão que exibe desenhos animados e madames cozinhando. Crianças choram, velhos dormem, e vice-versa. As revistas, rasgadas, comidas, são vetustas: uma capa anuncia o apagão elétrico de FHC. E por que sempre a maldita Veja?
Hora e meia depois, chamam. O médico é um grosseirão à paisana, dedos sujos, barba por fazer, bafo, cabelos desgrenhados. Manda sentar, mandando mesmo, como se anunciasse um bofete. Finge que ouve as queixas do incauto, não faz qualquer pergunta, rabisca uma receita em garranchos ilegíveis e levanta-se. Acabou.
O desrespeito é a regra do atendimento fornecido pelos planos privados. Nem todas as especialidades são cobertas, clínicos gerais “atendem” quase todo tipo de emergências nos hospitais, os funcionários são brucutus, muitos consultórios não possuem condições de higiene ou conforto, as enfermeiras parecem torturadoras medievais e os médicos… serão de fato médicos?
Claro, há o risco da generalização irresponsável. Mas, em se tratando de assunto tão delicado, uma simples ocorrência dessas já seria inaceitável; e, convenhamos, não se trata de infortúnios isolados. Alguém ponderaria, prenhe de razão, que o sistema público de saúde é imensamente pior. Sim, também pagamos por ele. Só que um absurdo não anula o outro.
Planos privados baseiam-se justamente na presunção da inviabilidade da alternativa estatal. Arrecadam quantias assombrosas para estabelecer relações de consumo com seus clientes, dividindo direitos e obrigações contratuais, submetidos a regulação e fiscalização. Mas, na vida real, transformam as contrapartidas legais em deveres unilaterais exclusivos do paciente. Administradores, médicos, laboratórios, clínicas e hospitais arvoram-se as prerrogativas mais variadas, inclusive aquelas que põem em risco a vida e o bem-estar do idiota que os financia. Ele que esteja em dia com os pagamentos, senão pode morrer num corredor qualquer.
Muito poderia ser feito para refrear o descaso. Eis um exemplo tímido: exigir que os médicos lavrem pareceres após toda consulta. Não precisaria ser um tratado; bastariam algumas palavras num pedaço de papel, o mesmo que encaminhará exames ou prescreverá o medicamento. Esse mísero comentário serviria como documento para coibir diagnósticos estúpidos ou preguiçosos, além de possibilitar ao paciente leigo a comparação com outras avaliações. E note-se que ninguém está exigindo que as receitas sejam impressas, datilografadas ou algo assim. Aliás, pensando bem…
Restaria ao cidadão fazer suas contas e decidir entre ser lesado como consumidor ou como contribuinte (e, garanto, uma das alternativas parecerá menos onerosa, inútil e frustrante). Acontece que grande parte dos usuários recebe o convênio como benefício de seus empregadores, não podendo, portanto, mudar de plano quando quer. Geralmente nem reclamam, temendo parecer ingratos ou insubordinados. E os Procons negam-se a reconhecer esse relacionamento como questão de sua alçada, pois afirmam que apenas a empresa contratante pode reivindicar a observância contratual.
O corporativismo da classe médica parece imbatível graças à força dos mil lobbies em ação no Congresso. Como toda guilda poderosa, os Conselhos de Medicina impedem qualquer legislação específica, alegando que um certo código de ética seria suficiente para coibir desvios de conduta. Balela, evidentemente. A última coisa de que um doente lembrará será enfrentar burocracia e humilhações para submeter profissionais ao julgamento de seus semelhantes.
Não chega a surpreender que uma revisão no Código de Ética Médica esteja sendo empreendida na surdina, sem divulgação pela imprensa ou qualquer discussão pública. A página Portal Médico informa sobre o assunto e possibilita alguma participação do público (http://www.portalmedico.org.br/modificacaocem/index.asp). Se podemos nos apegar ao pouquíssimo que nos resta, este é o momento de inquirir e pressionar os revisores – mesmo que depois só exista o consolo da vã tentativa.
Quando chega o dia, já não percebe qualquer sintoma. Vai porque marcou e, afinal, pode ser alguma doença indolor. Mandam esperar. Há uns trezentos e vinte doentes espremidos na salinha, olhos vazios à televisão que exibe desenhos animados e madames cozinhando. Crianças choram, velhos dormem, e vice-versa. As revistas, rasgadas, comidas, são vetustas: uma capa anuncia o apagão elétrico de FHC. E por que sempre a maldita Veja?
Hora e meia depois, chamam. O médico é um grosseirão à paisana, dedos sujos, barba por fazer, bafo, cabelos desgrenhados. Manda sentar, mandando mesmo, como se anunciasse um bofete. Finge que ouve as queixas do incauto, não faz qualquer pergunta, rabisca uma receita em garranchos ilegíveis e levanta-se. Acabou.
O desrespeito é a regra do atendimento fornecido pelos planos privados. Nem todas as especialidades são cobertas, clínicos gerais “atendem” quase todo tipo de emergências nos hospitais, os funcionários são brucutus, muitos consultórios não possuem condições de higiene ou conforto, as enfermeiras parecem torturadoras medievais e os médicos… serão de fato médicos?
Claro, há o risco da generalização irresponsável. Mas, em se tratando de assunto tão delicado, uma simples ocorrência dessas já seria inaceitável; e, convenhamos, não se trata de infortúnios isolados. Alguém ponderaria, prenhe de razão, que o sistema público de saúde é imensamente pior. Sim, também pagamos por ele. Só que um absurdo não anula o outro.
Planos privados baseiam-se justamente na presunção da inviabilidade da alternativa estatal. Arrecadam quantias assombrosas para estabelecer relações de consumo com seus clientes, dividindo direitos e obrigações contratuais, submetidos a regulação e fiscalização. Mas, na vida real, transformam as contrapartidas legais em deveres unilaterais exclusivos do paciente. Administradores, médicos, laboratórios, clínicas e hospitais arvoram-se as prerrogativas mais variadas, inclusive aquelas que põem em risco a vida e o bem-estar do idiota que os financia. Ele que esteja em dia com os pagamentos, senão pode morrer num corredor qualquer.
Muito poderia ser feito para refrear o descaso. Eis um exemplo tímido: exigir que os médicos lavrem pareceres após toda consulta. Não precisaria ser um tratado; bastariam algumas palavras num pedaço de papel, o mesmo que encaminhará exames ou prescreverá o medicamento. Esse mísero comentário serviria como documento para coibir diagnósticos estúpidos ou preguiçosos, além de possibilitar ao paciente leigo a comparação com outras avaliações. E note-se que ninguém está exigindo que as receitas sejam impressas, datilografadas ou algo assim. Aliás, pensando bem…
Restaria ao cidadão fazer suas contas e decidir entre ser lesado como consumidor ou como contribuinte (e, garanto, uma das alternativas parecerá menos onerosa, inútil e frustrante). Acontece que grande parte dos usuários recebe o convênio como benefício de seus empregadores, não podendo, portanto, mudar de plano quando quer. Geralmente nem reclamam, temendo parecer ingratos ou insubordinados. E os Procons negam-se a reconhecer esse relacionamento como questão de sua alçada, pois afirmam que apenas a empresa contratante pode reivindicar a observância contratual.
O corporativismo da classe médica parece imbatível graças à força dos mil lobbies em ação no Congresso. Como toda guilda poderosa, os Conselhos de Medicina impedem qualquer legislação específica, alegando que um certo código de ética seria suficiente para coibir desvios de conduta. Balela, evidentemente. A última coisa de que um doente lembrará será enfrentar burocracia e humilhações para submeter profissionais ao julgamento de seus semelhantes.
Não chega a surpreender que uma revisão no Código de Ética Médica esteja sendo empreendida na surdina, sem divulgação pela imprensa ou qualquer discussão pública. A página Portal Médico informa sobre o assunto e possibilita alguma participação do público (http://www.portalmedico.org.br/modificacaocem/index.asp). Se podemos nos apegar ao pouquíssimo que nos resta, este é o momento de inquirir e pressionar os revisores – mesmo que depois só exista o consolo da vã tentativa.
O novo Código de Ética Médica
sábado, 12 de dezembro de 2009
Respeitável público respeitável o cacete depois de tantos anos de palhaçada A Santa Casa de Londrina resolvel conceder a seus colaboradores um lindo cartão de vale alimentação, o cacete isso é vale lanche ... R$ 15,00 É O VALOR QUE A SANTA CASA DE LONDRINA DÁ Á SEUS FUNCIONÁRIOS....É PALHAÇADA OU NÃO É? ÉÉÉÉÉÉÉÉ SIM SENHOR!
PALHAÇADA DA SANTA CASA DE LONDRINA - Vale Lanche
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
FIIIIIIIIICA QUEETO! O VIDEO QUE DEVERIA ESTAR ACIMA FOI REMOVIDO POR ALGUM PURITANO OU PERVERTIDO QUE VE TUDO COM MALÍCIA (ERA APENAS UMA MOÇA DE FAMILIA MOSTRANDO SUA CULTURA) FAZER OQ? DEIXA QUETO NÉ FILHA DA P***, VAI TOMA NO C***
Olha o naipe dessa morena
domingo, 6 de dezembro de 2009
Estamos anos luz atrás da publicidade japonesa. O primeiro que fizer um desses aqui será o Deus da publicidade moderna (ou não).
Infelizmente nenhum anunciante se arrisca ou sai do molde mixuruca das propagandas manjadas que vemos por aí.
Enfim, com vocês os anúncios bizarros do Pretz!
papipupepipipopipópi pipú
Infelizmente nenhum anunciante se arrisca ou sai do molde mixuruca das propagandas manjadas que vemos por aí.
Enfim, com vocês os anúncios bizarros do Pretz!
papipupepipipopipópi pipú
Anúncio japa (já imagina né…) Pretz!
Ter o título de Miss é saber que você é linda, diferente, inteligente (ok, o post está ficando gay, pode parar). Enfim, garimpando por um buscador chamado google (não sei se vocês conhecem) encontrei a bonitona Miss Congo de 2009
Na boa, esse concurso deve ter sido feito às pressas. Não é possível que essa “Pepita de ouro” seja a melhorzinha por lá…
Sem sair do assunto, já vi inclusive a Miss Amputada, concurso feito na África, mas isso não vem ao caso… Descobri a Miss Surda!!
Porque a vida é uma caixinha de surpresas…MISS MUNDO
Na boa, esse concurso deve ter sido feito às pressas. Não é possível que essa “Pepita de ouro” seja a melhorzinha por lá…
Sem sair do assunto, já vi inclusive a Miss Amputada, concurso feito na África, mas isso não vem ao caso… Descobri a Miss Surda!!
Porque a vida é uma caixinha de surpresas…MISS MUNDO
O mundo das “Misses”
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) afirma que apresentará “provas irrefutáveis de sua inocência” e se diz vítima “de um complô urdido por um homem que tem mais de 30 processos por corrupção”, em referência a Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais, que colaborou com as investigações da Polícia Federal em troca do benefício da delação premiada.
Vejam este vídeo e considerem:
Pliiin = Governador Arruda Inocente
Plooun = Provas Irrefutáveis
Vejam este vídeo e considerem:
Pliiin = Governador Arruda Inocente
Plooun = Provas Irrefutáveis
Arruda Apresentará Provas Irrefutáveis
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Outro dia uma garota me criticou dizendo que não me apego a nada,(mentira dela) na verdade não me apego a ela, (pra dizer a verdade nem sei por que escrevi isso) quem me conhece vai saber, as vezes (quase sempre) pareço distante mas é só pra me proteger!
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, eu tenho sentimentos sim, só não os tenho por elas.
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, eu tenho sentimentos sim, só não os tenho por elas.
SÓ PRA CUTIR!!
Portal Globo.com não permite a participação dos internautas. Depoimento: Arruda lê comunicado e nega acusações feitas por ex-secretário.
Por: FábioNa contramão do comportamento cyber, o portal Globo.com não permite participação dos internautas nos comentários dos vídeos postados. UOL permite a inclusão, porém há moderação e o portal TERRA é o mais democrático, o comentário entra na mesma hora.
Abaixo um vídeo do portal Globo.com, em que não há possibilidade de exercermos a tão falada inclusão digital. Só disponibilizar a banda larga para a população seria inclusão?
Acredito muito no poder da internet no exercício da cidadania e, como ferrramenta, a web ajuda a propagar as informações e pode incitar a sociedade a se organizar de alguma forma contra a corrupção!
# cadeia aos envolvidos na corrupção no DF. Movimente-se replicando esta mensagem onde quer que seja!
Arruda Ladrão,seu lugar éh na PRISÃO !!!
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