sexta-feira, 10 de junho de 2011
Autoria do texto (só do texto): Denis
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzam com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o Povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz idéia de maior quantidade do que "Pra Caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática, física. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho,
eu gosto dela pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas no caso expressando a mais absoluta negação está o famoso e crescentemente utilizado "Nem fodendo!". Que nem o "Não, não e não!”.
E nem tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, liquida o assunto. Te libera,com a consciência e o ego tranquilos, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo -"Huguinho, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o novo CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”“. O"porra nenhuma", como vocês vêem, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se tivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone"- presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta-que- pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um puta-que-o- pariu! Dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e grita: "Chega! Quer saber mesmo de uma coisa? Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto,você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
Seria tremendamente injusto, em que pesem ainda inexplicáveis e preconceituosas resistências à sua palavra-raiz, não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do PV (Português Vulgar): "Embucetou!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Embucetou de vez!".
Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Algo assim como o comentário de um vizinho para sua esposa ao sacar que no auge da violenta briga do casal da residência ao lado, chegam de súbito a amante, o filho espúrio e o cunhado bêbado com o resultado do exame de DNA: "Fecha a porta que embucetou de vez!".
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. Não quer sair comigo? Então foda-se!”“. “Vai querer decidir esse merda sozinho (a) mesmo? Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na constituição brasileira.
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se.
Direito ao foda-se
Há termos que determinam o tipo do sexo oral. Quando o contato ocorre entre os lábios e o pênis chama-se felação, ao passo que o estímulo com a boca na vagina é o cunilingus. Não se pode esquecer que o anulingus significa o oral feito no ânus
Sexo Oral - Como fazer
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Muito legal este video que usa minhocas para formar desenhos. E tem gente que acha as minhocas criaturas nojentas. Se você é uma dessas pessoas, saiba que a minhoca é de longe uma das espécies mais influentes do planeta Terra. A minhoca é considerada por especialistas como a criatura que mais afetou o mundo desde que surgiu. Nem o Homem com seu poder de remover montanhas, separar canais, abrir estradas e explodir coisas afetou tanto o planeta quanto as minhocas. Não acredita?
NEM EU!
Arte com minhocas
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Um erro médicou custou a vida de um taxista em São Paulo. O homem foi baleado durante um assalto, mas um raio x não detectou a bala que havia atingido vários órgãos e estava alojada no corpo dele.Visite o UOL Notícias
Erro médico resultou na morte de um taxista baleado em SP
Uma paciente do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, teve o braço direito amputado após realizar uma endoscopia, exame em que uma câmera é introduzida pela boca para estudar o interior de órgãos como esôfago, estômago e intestino.
Atendida inicialmente no Santa Marcelina de Cidade Tiradentes, a estudante de pedagogia Rosely Viviani, 48 anos, foi encaminhada no dia 15 de abril de 2009 para a unidade de Itaquera, também na zona leste paulistana, para fazer inúmeras análises como forma de verificar a extensão de um câncer diagnosticado no útero e ovários. O objetivo era saber se a doença havia contaminado outras partes do corpo.
A endoscopia foi marcada para o dia 17 de abril, às 11h30. Como é praxe, a paciente precisou receber uma medicação para aliviar a dor e o desconforto da intervenção. “Me deram uma injeção de Diazepan. Na mesma hora, minha mão ficou branca. Depois, comecei a sentir muito formigamento e uma mancha vermelha apareceu”, disse ela, que mora em Cerquilho, interior de São Paulo.
O exame no estômago foi feito – e não apontou nenhuma anomalia. A dor no braço, no entanto, não passava. “Fiquei chorando, pedindo ajuda. Tentei avisar que alguma coisa estava errada, mas ninguém me deu ouvidos”.
Depois de muita reclamação com enfermeiros, finalmente um médico foi até o seu leito, mas somente no dia seguinte ao problema. Por volta das 5h, ele enfaixou o braço da estudante. Como a dor persistiu, no final da tarde do mesmo dia 28 de abril foi feito um cateterismo no braço de Viviani, intervenção que tenta desobstruir vasos sanguíneos.
Dois dias depois, o membro da mulher começou a escurecer. “Minha mão ficou preta como carvão”, lembra. O drama e a indefinição sobre o que tinha acontecido se prolongaram até o dia 7 de maio. Foi nessa data que o braço foi finalmente amputado, pouco abaixo do cotovelo. “Me disseram que era melhor cortar o braço do que morrer.”
Em um dos prontuários médicos que guardou, ela conta que está escrito que a hipótese ventilada pela equipe era de que, ao tentar aplicar o Diazepan em uma veia (que leva o sangue para o coração), a enfermeira teria injetado o líquido em uma artéria (que leva o sangue para a ponta dos dedos, vindo do coração). “Tenho certeza que foi isso. Foi erro médico.”
Procurado pela reportagem, o hospital não quis fornecer informações sobre o procedimento ou sobre o caso da paciente, e alegou que a investigação interna corre sob sigilo.
Justiça
Sem ter recursos para contratar um advogado, Viviani procurou ajuda na Defensoria Pública. Além de abrir um processo contra o Santa Marcelina, a estudante foi orientada a fazer denúncias ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
Atualmente, uma sindicância está em curso no Cremesp para apurar o eventual erro médico. Segundo o Santa Marcelina, um processo também tramita na Comissão de Ética da instituição.
A paciente busca receber uma indenização e uma pensão vitalícia, além de uma prótese. Viviani, que era destra, atualmente tenta aprender a escrever com o braço esquerdo. “A letra está cada vez melhor. Não posso desistir. Tenho um filho pequeno de 11 anos e não posso baixar a cabeça.”
Internada para fazer endoscopia, paciente tem braço amputado em hospital de SP
sábado, 28 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Diante da realidade aumentada* imposta pela pós-modernidade, enfrentamos um cenário em que há de um lado mulheres anabolizadas midiatica e fisicamente e de outro, homens normais intimidados(conformados) perante a sua própria impotência.
Alguém já parou para pensar porque há tantas lindíssimas super heroínas solteiras na TV?
Elas são ricas, independentes, lindas, perfeitas, ricas e mesmo assim... encalhadas.
O que há de errado numa Paris Hilton, Mariana Ximenes, Xuxa, Giovanna Antonelli, Adriane Galisteu, Eliana, Luana Piovani, Britney Spears, Marília Gabriela, Gisele Itié, Carol Castro, Sônia Braga, Priscila Pires e muitas outras... inclusive Amy Winehouse?
Resposta: nada, a não ser a nossa(homens) indiferença afetiva.
Várias delas até engatam romances fugazes, para logo depois voltarem ao estado civil preferencial das super heroínas: encalhadas.
Tal tipo de mulher só está afim de super homens, ou os homens de carne e osso não aguentam o repuxo de tamanha voltagem nas suas vidas? Como homem posso intuir que pouquíssimos machos procriadores tem condições psicológicas de suportar a convivência ao lado de um símbolo sexual desejado por todo o país.Com a palavra, as super heroínas campeãs do encalhamento nacional: Xuxa, Luana Piovani, Adriana Galisteu e Eliana – acredite, longe de algozes, elas são vítimas de um insidioso processo de exclusão do assédio masculino.
Há algo errado conosco por sermos caseiros, pouco ambiciosos e cultivadores de barriga de barril de chopinho, ou são as super heroínas que saem do nosso envelope, no momento em que optam pela hipertrofia siliconada e a adulação das multidões?
Só sei que há um grande hiato entre a pequenez do universo masculino e o pedestal das estrelas femininas encalhadas. Minha teoria é que semelhantemente ao que acontece no jogo, implacavelmente a sorte na carreira não implica necessariamente em sorte no amor.
Um dos métodos mais empregados para resolver o encalhamento crônico das divas da TV se chama clientelismo amoroso.
Algumas celebridades pós-balzaquianas (Ana Maria Braga, Suzana Vieira, Luma de Oliveira) se tornaram faladas por recorrerem a este expediente; coroas à cata de companheiros, recorrem à bombadões manteúdos.
Logicamente, este tipo de relacionamento afetivo remunerado foge ao escopo da nossa pequena digressão filosófica.
Quando constatamos que o time das mulheres deslumbrantes só consegue homem pagando, resta-nos especular se estamos adentrando num novo matriarcado sob o controle das novas Amazonas**, que dominam graças ao poder do dinheiro e dos seus corpos guerreiros, entumescidos pela rudeza da puxação de ferro das academias, coadjuvados por anabolizantes e enrijecidos por próteses de silicone.
Post-Scriptum1: as anônimas também sofrem problemas análogos àqueles enfrentados pelas celebridades. Tratam-se de mulheres absolutamente deslumbrantes que se queixam da nossa indiferença, talvez por levarmos tão a sério o adágio popular “é muita areia para o meu caminhãozinho”. Talvez, por “nos colocarmos no nosso devido lugar”, não nos arriscamos a lances extraordinários, tais como tentar assediar uma Deusa. E como reza outro ditado popular "quem não arrisca, não petisca".
Post-Scriptum2: qualquer consulente que tenha encontrado a fórmula mágica do desencalhamento de estrelas, por favor, encaminhe-a urgentemente a este Blog para que possamos dar a devida publicidade.
Post-Scriptum3: camaradas de comportamento bizarro, que não tem nada a perder, costumam cometer o gesto tresloucado de dar em cima da super heroína que está dando sopa sozinha no balcão do bar... e, eventualmente se dão muito bem. Moral da história: como pegam a Deusa, os loucos herdam o reino dos céus. Será? Há controvérsias entre aqueles que se queixam da frigidez das estrelas...
Super mulheres
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